segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A máscara de um bom pastor

Não é de hoje que a igreja universal tem a fama de tentar arrancar dinheiro dos fiéis em troca de um lugar no paraíso, mas, como cada um tem o direito o que deve ou não fazer, até aí não há nenhum problema. Porém, como para tudo tem limite, não poderia ser diferente com manipulação, mentira e pilantragem.
No mês passado, um pastor, que deveria dar o exemplo de bondade e honestidade para seus fiéis, fez uma criança de 9 anos passar vergonha no altar durante um culto, uma vez que até em capa de jornal o menino foi parar.
O motivo? Bom, isso chega a ser até vergonhoso de falar, pois o ilustre pastor se aproveitou da inocência da criança para fazê-la vender todos os seus brinquedos e doar o dinheiro para a igreja, e seus pais parariam de brigar em troca.
Agora eu não sei o que é o pior, se é a igreja manter pessoas com esse tipo de conduta “levando a palavra de deus” aos fiéis (e enriquecendo a custa deles) ou se é o estatuto da criança e do adolescente, que não tomou nenhuma atitude a respeito.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Relatório do Blog

Nos últimos dois meses, nós nos revezamos para postar duas vezes por semana sobre Ecumenismo Religioso no blog Abertura das Mentes.
Durante esse tempo, percebemos que há uma grande dificuldade para convencer as pessoas a lerem textos relacionados à religião por considerarem um tema chato, pois mesmo com todas as integrantes do grupo pedindo para que as pessoas visitassem o blog e deixassem comentários e explicando a importância dele, muitas simplesmente nos ignoraram.
Em relação aos posts, podemos perceber que enquanto muitos foram bastante visitados e tiveram muitos comentários, outros não tiveram nenhum comentário, como por exemplo, o que tratava sobre a religiosidade na adolescência e o outro falava sobre difundir a fé.
Agora vamos fazer um breve resumo dos dez posts mais visitados para que seja possível perceber as diferenças e semelhanças que cada um deles apresentam:

Até que ponto a religião dos pais influencia a educação das crianças?

Fala sobre a possível escolha de religião de adolescentes e adultos. ” Quando nascemos, se os pais pertencem à religião católica, os filhos são batizados, depois normalmente impõem que eles façam primeira comunhão e crisma, ou seja, somos inseridos naquele meio sem se quer ter opinião se gostamos ou não daquela comunidade”.
Questiona ainda se vale à pena forçar as crianças a participarem de certo ambiente religioso. Mas a nossa reflexão é a seguinte: até que ponto vale à pena obrigar as crianças a fazerem parte de certo ambiente religioso?
Nem sempre o que é imposto é seguido verdadeiramente. Por isso, acaba que muitas pessoas se consideram de certa religião, mas não são praticantes. Será que não está aí à chave para a crescente perca de fiéis da igreja católica, e a migração para outras religiões?
Este texto foi o mais comentado e acessado do nosso blog, com 34 visualizações e 7 comentários constatando assim, uma premissa que ocorre muito nos blogs hoje em dia, muitas pessoas entram e lêem os textos, mas poucas comentam.

A morte

Como os posts do nosso blog falavam sobre assuntos relacionados à religião, então decidimos dar enfoque em assuntos que fazem parte do cotidiano, ou seja, coisas que vivenciamos no dia-a-dia para debater o que tomamos por verdade ou mentira, e ver se as pessoas são influenciáveis - concordam com tudo o que dizemos - ou se são pessoas que formulam a opinião e que a opinião prevalece mesmo depois de ler textos com opiniões contrárias.
No post sobre a morte, relatamos o assunto com base na religião e tentando mostrar como é a interpretação dela pela maioria das pessoas. O objetivo deste post era o de mostrar a visão religiosa- sem religião especifica- de como a morte pode ser o inicio para algumas religiões e o fim para outras, como essa visão pode ser abordada e compreendida de formas diferentes.

O amor entre pessoas de religiões diferentes pode dar certo?

Esse texto questionava se o amor entre pessoas de religiões diferentes sobreviveria com o passar do tempo e deixava claro que apesar de haver sentimento entre um casal, só isso não é o suficiente para que um relacionamento seja duradouro, pois é necessário principalmente que se tenha respeito pela outra pessoa não só com relação à fidelidade como também no sentido de respeitar as crenças do outro.
Apesar de esse post ser muito visualizado, ele não teve muitos comentários, mas os poucos que comentaram concordaram com o que estava escrito no post em termos, pois ainda que achem que não se deve ser intolerante com as crenças alheias, não acreditam que um relacionamento entre pessoas de religiões diferentes possa dar certo.

A hipocrisia das pessoas em relação à Páscoa

O objetivo desse post era mostrar que hoje em dia a páscoa perdeu aquela característica inicial de relembrar a morte e ressurreição de cristo e passou a ser mais um feriado cujo objetivo é dormir até tarde e gerar lucros para o comércio através da compra de ovos de páscoa e outros chocolates.
Ao final do texto eu deixei as seguintes perguntas para que os leitores debatessem nos comentários: as perguntas que eu acho que realmente deveríamos nos fazer são: Quando e porque a Páscoa se tornou uma mera ocasião para gastar o dinheiro que às vezes nem se tem? Nunca vamos conseguir fazer as pessoas perceberem que a mídia e o comércio fizeram dessa data apenas mais um feriado fútil? Algum dia as pessoas voltarão a desejar que a Semana Santa chegue para sentir a presença de Jesus Cristo e fazer um balanço da própria vida?
Nos comentários, a maioria das pessoas concordou que esse feriado foi transformado em algo que existe única e exclusivamente para defender os interesses do comércio, entretanto, a única pessoa contrária a idéia de que devemos pensar nos feitos de Jesus justamente na páscoa fez uma observação que deve ser levada em conta, pois temos o resto do ano para pensarmos nele e geralmente não fazemos isso.

Ecumenismo Religioso

Esse post, que marcou a estreia oficial do nosso blog, falou sobre o que significava ecumenismo religioso e, além disso, ressaltava que ainda hoje, em pleno século 21 ainda se questiona se é possível a convivência entre pessoas de religiões diferentes. Ao longo do texto, deixamos claro que todas as religiões têm por princípio básico a caridade e o respeito ao próximo.
Apesar de ter sido um dos mais visualizados, o post teve apenas um comentário, entretanto a pessoa que comentou concordou com o que estava escrito no post em termos, pois ela acha que não é necessário se ter religião para se fazer caridade.

Bin Laden, o divisor de águas

Esse post foi mais polêmico porque tratava de algo que estava em pauta na atualidade, que foi o assassinato do líder terrorista Osama Bin Laden, conhecido mundialmente pelo ataque às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York.
Para a minha surpresa, apesar de ter sido bastante visualizado, esse post não foi muito comentado, e os poucos que comentaram apenas concordaram com o que tinha sido no texto, sem dar margem para o início de novas discussões.
Talvez alguns dos motivos dessa abstenção das pessoas tenham sido pelo fato de não concordarem com a crítica que eu fiz as pessoas que demonstraram publicamente estar felizes com a morte de um ser humano (por pior que ele tenha sido), por já estarem cansadas de ler acerca do assunto quando infelizmente ainda há muito o que discutir ou então porque ainda que se possa aplicar o conceito de latência da opinião pública nesse caso, não haverá manifestação por parte daqueles que acham errado festejar a morte do Bin Laden, pois sabem que a opinião deles não será suficiente para a mudança de pensamento de mais da metade da população mundial .

O Casamento e a Separação

O post que falava sobre casamento tinha a intenção de mostrar aos leitores como ele é interpretado diversas religiões e qual é a reação das religiões (e também dos fiéis) em relação ao casamento de pessoas de religiões diferentes. Questionava também se a influência das religiões nas decisões matrimoniais era acima do amor ou se o amor podia enfrentar essas barreiras.
Já o post sobre a separação falava a respeito de como a separação era vista pelas religiões em épocas diferentes. Foi um questionamento muito interessante, pois falava da aceitação dos fiéis sobre a separação se guiando pelas doutrinas das igrejas e como ela foi abordada há anos atrás e como é hoje.
Como podemos perceber, esses dois posts (O casamento e a Separação) complementaram um ao outro, pois ambos abordaram os conflitos que acontecem nos relacionamentos - sejam eles entre pessoas com crenças diferentes ou não – o processo de aceitação de pessoas separadas e os preconceitos visíveis em relação a elas por parte das religiões.
Entretanto, apesar de também terem sido bastante visualizados, esses dois posts não tiveram o impacto que se espera de temas como esses, tendo poucos comentários por razões que desconhecemos.

Reflexões

O propósito desse post era sugerir algumas reflexões que as pessoas poderiam fazer acerca da semana santa, chamando a atenção para o fato de que é uma semana em que as pessoas deveriam parar para contemplar a grandeza da paixão e morte de Jesus Cristo. E ao longo do texto deixamos claro que nem sempre é assim, pois a ignorância e o fanatismo religioso quase sempre levam tudo a perder.
Esse post teve três comentários e as opiniões convergiram no mesmo sentido, ou seja, sempre ressaltando a dificuldade em se respeitar as diferenças de doutrina religiosa, mesmo que elas, teoricamente, não deveriam existir.

Questionamentos que nos fazem abrir a mente e Post de encerramento do blog

Antes de encerrar temporariamente as atividades do blog, nós fizemos um post complementar proponho uma reflexão entre todos os temas abordados durante os quase dois meses que atualizamos o espaço periodicamente e a religião, e a partir disso, elaboramos quatro perguntas para que os leitores respondessem nos comentários para que assim fosse possível começar um debate sobre o assunto.
Dentre as 4 perguntas feitas no post, essas tiveram maior destaque: Esses conflitos entre religião e política/cultura mostram que falta uma separação definitiva entre esses temas ou que eles deveriam continuar interferindo direta ou indiretamente uns nos outros? Será que já não é hora de as religiões se tornarem uma só e acabarem com as diferenças para o bem de seus fiéis?
No post de encerramento do blog, expusemos o resultado das perguntas do post anterior a partir também da medição de quantas pessoas compartilhavam da mesma opinião.
Como já podíamos imaginar, houve uma divergência de opiniões principalmente na pergunta questionava sobre a junção das religiões, pois enquanto uns defendiam a conversão de todas as religiões em uma só, algumas pessoas afirmaram que isso jamais pode acontecer por conta das enormes diferenças entre uma religião e outra, e uma pessoa mais radical defende a idéia de que o melhor é que todas as religiões (e até mesmo o estado) deixassem de existir.

Visualizações do Blog e Considerações Finais

O blog http://aberturadasmentes.blogspot.com/ teve uma boa quantia de visitas (aproximadamente 560 visitas no total) e os dez posts mais visitados tiveram entre 11 e 34 visualizações, entre as quais aparecem também visitas de outros países, como por exemplo, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Ucrânia.
Quanto à visualização dos posts, o que podemos observar foi que os posts que envolviam temas polêmicos, como por exemplo, a morte e a páscoa, foram bem mais acessados do que outros que falavam exclusivamente sobre religião, como por exemplo, o sincretismo religioso.
Por fim, o que foi possível concluir que apesar de os posts terem sido muito visitados, os comentários foram poucos. A maioria teve entre dois e quatro comentários, enquanto alguns não tiveram nenhum. O que também percebemos foi que a maioria dos comentários foram bem embasados no assunto e bem interessantes.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Post de Encerramento do Blog

Na semana passada, foi proposta uma reflexão através do post “Questionamentos que nos fazem abrir a mente”, no qual pusemos em debate as seguintes questões: A religião deve ter uma enorme influência em nossas vidas porque é assim que deve ser ou essa escolha depende única e exclusivamente de nós mesmos? Esses conflitos entre religião e política/cultura mostram que falta uma separação definitiva entre esses temas ou que eles deveriam continuar interferindo direta ou indiretamente uns nos outros? Será que já não é hora de as religiões se tornarem uma só e acabarem com as diferenças para o bem de seus fiéis?

A partir dessas quatro perguntas que fizemos, 5 pessoas expuseram seus pontos de vista, e três delas acreditam que a escolha do quanto à religião deve influenciar a vida de uma pessoa cabe a ela mesma.

Em relação à segunda pergunta proposta, quatro pessoas são a favor da separação entre Religião, Cultura e Política, pois acham que a interferência pode gerar consequências mais graves no futuro.

E quanto à transformação de todas as religiões em apenas uma, não houve um resultado muito concreto, pois duas pessoas são contra essa ideia por acharem que isso jamais daria certo, uma é a favor que todas as religiões desapareçam, uma outra pessoa realmente acredita que seja possível essa unificação de religiões e a última pessoa a comentar não deixou sua opinião a respeito do assunto.

Bom, por enquanto as atividades deste blog estão encerradas porque o professor vai começar a avaliar o que desenvolvemos aqui ao longo desses quase 2 meses, mas talvez o blog volte a funcionar daqui há algumas.

Esperamos que vocês tenham gostado do nosso blog e que ele tenha cumprido, pelo menos em parte, o objetivo que foi traçado por nós ao batizá-lo de Abertura das Mentes, que era o de estimular a reflexão a partir de nossos textos e, claro, abrir a mente de vocês para novos horizontes.

Muito obrigada por nos visitar e até a próxima,

Equipe do Blog

domingo, 22 de maio de 2011

Questionamentos que nos fazem abrir a mente...

Ao longo dessas 7 semanas, nós debatemos neste blog sobre a ligação entre religião e as diversas situações que fazem parte do nosso cotidiano.
Agora chegou a hora de fazermos uma reflexão a partir de todos os temas que foram abordados aqui com base nas seguintes questões: A religião deve ter uma enorme influência em nossas vidas porque é assim que deve ser ou essa escolha depende única e exclusivamente de nós mesmos? Esses conflitos entre religião e política/cultura mostram que falta uma separação definitiva entre esses temas ou que eles deveriam continuar interferindo direta ou indiretamente uns nos outros? Será que já não é hora de as religiões se tornarem uma só e acabarem com as diferenças para o bem de seus fiéis? Deixe seus comentários, pois sua opinião é extremamente importante para nós!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CNBB e Bolsonaro: a mania de querer demonstrar uma autoridade que não tem

Parece que a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) nunca vai aceitar os direitos que estão sendo proporcionados aos gays desse país, mas também, o que esperar de uma classe que afirma que usar camisinha e pílula anticoncepcional é pecado?
Primeiro implicou com a permissão para que casais do mesmo sexo adotem crianças que poderiam ficar um bom tempo trancadas em um orfanato (principalmente as maiores) se não fosse pela vontade dessas pessoas de construir uma família, uma vez boa parte dos “casais convencionais” preferem adotar bebês. E não satisfeita com essa história de afirmar que a adoção de crianças por gays é imoral, agora resolveu criticar outra vez uma decisão do Supremo Tribunal Federal.
Dessa vez, o motivo da discórdia é o reconhecimento da união entre homossexuais, pois na visão da CNBB, isso desestabiliza a identidade da família e se torna uma ameaça para ela.
Não é a primeira e nem será a última vez que haverá polêmica envolvendo gays. Nos últimos meses, o deputado Bolsonaro tem dado declarações bastante preconceituosas a respeito de gays e negros. A maior polêmica provocada pelo deputado ocorreu no programa CQC, da Rede Bandeirantes, quando respondeu a uma pergunta feita pela cantora Preta Gil de forma preconceituosa, dando a entender que o fato de um branco (no caso filho dele) namorar uma mulher negra é promiscuidade e atitude de gente sem educação.
Após esse episódio lamentável, esse senhor continuou fazendo críticas abertamente a união de gays e a adoção de crianças por esses casais, o que acabou por alcançar maiores dimensões com a última “ideia genial” do deputado: distribuir panfleto anti-gay em escolas públicas.
Diante de atitudes como essas de Bolsonaro e da CNBB, é possível pensar em algumas questões: Tudo bem que todos têm direito de expor seu ponto de vista, mas que moral tem a CNBB para criticar decisões do Superior Tribunal Federal? E quem é Bolsonaro para criticar a vida particular de Preta Gil? Ela em algum momento pediu a opinião dele sobre sua intimidade?
Dessas três questões propostas por mim, a terceira é a mais fácil de se chegar a uma resposta concreta, pois se ela tivesse que pedir opiniões ou conselhos sobre sua vida particular, com certeza não seria para um deputado racista, homofóbico e além de tudo militar reformado e simpatizante da Ditadura, uma vez que seu pai foi exilado durante essa época sombria na história do país e sua mãe foi presa, torturada e violentada mesmo sem ter envolvimento algum com o movimento comunista.
E você, o que acha da crítica da CNBB às decisões recentes do STJ e das atitudes do Deputado Jair Bolsonaro? Deixe seus comentários!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Meu último Post

Como esse é minha última postagem nesse espaço, queria fazer apenas algumas considerações.
Religião , pelo menos pra mim, é onde você deve depositar a sua fé, sua esperança em dias melhores.
Não importa como esteja sua situação de momento, o que realmente importa é que se tenha algo em que se apoiar quando as coisas realmente estiverem difíceis.
Minha intenção não é fazer com que ninguém siga determinada doutrina religiosa, mas que se lembre sempre que Deus é único para todos, e que não existe, para Ele, divisões entre os povos.

Até breve!!!

sábado, 14 de maio de 2011

Difundir a fé

De acordo com o chamado "pai dos burros", missionário é aquela "pessoa que prega uma religião, com o intuito de converter à sua fé". Estar em uma missão religiosa é fazer uma imersão cultural e tentar impor sua maneira de pensar e acreditar em Deus realizando inclusive trabalhos de promoção social.
As missões podem envolver uma pessoa só, ou uma família inteira. E acaba se tornando um emprego, como o antigo caixeiro viajante, mas não necessariamente é preciso viajar para ser um missionário. A pessoa disposta a difundir sua fé pode o fazer em sua região, em seu estado, país ou até mesmo fora do país. Para ser um missionário é preciso entender o mínimo sobre a Bíblia.
Mas o que as pessoas sempre se perguntam ao saber de algum amigo que foi espalhar a palavra de Deus aos quatro ventos, é até que ponto vale a pena fazer isso? Se a igreja trata isso como um emprego e a família ou a pessoa tem como sobreviver pode-se considerar mais "fácil" viver desta maneira. O que acontece é que em muitos casos, as pessoas abrem mão de suas profissões, sacrificam sua vida e resolvem seguir um dom, um chamado...
Acredito que ser missionário, é mais do que ter vontade de mostrar ao mundo o "seu" Deus, mas sim mostrar que independente do Deus que a pessoa acredite, ele sempre estará ao seu lado. É preciso ter desprendimento das coisas materias pra poder entrar de corpo e alma em uma missão.
A reflexão que proponho é a seguinte: Até que ponto vale a pena sacrificar uma "vida mundana" para difundir sua fé?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Separação

No passado, o divorcio era proibido no Brasil. As pessoas divorciadas – principalmente as mulheres- eram mal vistas. Em várias novelas que vemos atualmente – chamadas novelas de época- as mães separadas eram chamadas de mãe solteiras e sofriam muito preconceito, que ao passar dos anos foi tornando algo normal na sociedade.
No Islamismo, há casos até mulheres que foram mortas por quererem se separar, uma vez que isso é terminantemente proibido na religião deles

A separação é vista de modo diferente nas religiões.
Há religião que aceita pessoas separadas – mesmo sem saber o motivo de sua separação- para fazer parte da sua igreja. Há religião que a separação é algo muito sério, podendo o membro que se separou ficar sem liberdade.
Qual sua idéia sobre este assunto?
Deixe seu comentário.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bin Laden, o divisor de águas

Aproximadamente às 23 horas e 55 minutos de Domingo, não só eu como o resto do mundo foi surpreendido por uma notícia que parecia inacreditável depois de tantos anos de procura: Osama Bin Laden, a pedra número 1 no sapato dos Estados Unidos finalmente apareceu, só que morto.

Essa notícia parece até aquelas de e-mail que vem com vírus, mas é verdade, pelo menos até que se prove o contrário. O líder da Al Quaeda foi assassinado quase 10 anos depois liderar os ataques às Torres Gêmeas do World Trade Center, no dia 11 de Setembro de 2001.

Eu sei que parece estranho, mas o que mais me impressiona nessa história, que por sinal está muito mal contada, não é a morte dele e sim a reação das pessoas em relação a isso e, principalmente a maneira como a imprensa está cobrindo esse acontecimento, pois parece que estão falando de uma vitória no esporte e não da morte de um ser humano.

Alguns minutos após a confirmação da morte do Líder Terrorista, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um pronunciamento para praticamente todo o mundo. Durante o discurso, ele deixou bem claro o quanto estava feliz com a morte do homem que deixou uma cicatriz incurável nos corações americanos, pois podemos até mesmo afirmar que a história dos Estados Unidos se divide em antes e depois de Osama Bin Laden.

Como se isso não bastasse, às pessoas não têm o menor pudor de declarar publicamente que gostaram da morte de Bin Laden. Um bom exemplo disso é Hebe Camargo, que disse em seu programa dessa semana, na Rede TV, que o terrorista “já foi tarde”. O único problema é que pessoas como essa estrela decadente se esquecem que assim como foi ele que morreu, poderia ser uma pessoa da família delas.

Tudo bem que ele não era uma boa pessoa, matou muitos inocentes e causou muito sofrimento pelo mundo afora, mas é justo comemorar a morte de uma pessoa? Como essas pessoas que hoje falam com alegria da morte desse homem se sentiriam se fossem da família do falecido e vissem demonstrações públicas de felicidade por causa da morte do parente delas?

Porém, apesar de sabermos que a morte de Osama é um fato consumado, algumas perguntas continuam sem resposta (ou tiveram respostas bem estranhas), como por exemplo, Por que jogaram o corpo no mar? Barack Obama teria apressado esse assassinato para melhorar sua popularidade e garantir sua reeleição através de uma bela jogada de marketing? E já que os Estados Unidos está se exibindo tanto com essa sua “vitória”, por qual motivo não divulgaram fotos dele morto?

E também, vamos combinar que aquela desculpa esfarrapada de “não vamos divulgar as fotos para não incitar a violência” pode (e de fato deve) ser classificado como patético, principalmente por essa frase ter saído da boca de um Presidente cujo país que nem ao menos sabe o que são Direitos Humanos, uma vez que já matou tanta gente, invadiu países e os destruiu completamente com base em mentiras em que praticamente o resto do mundo acreditou (Essa justificativa de Obama já levantou até suspeitas de que Bin Laden possa estar vivo).

E por fim, a pergunta que não quer calar porque realmente deveria ser a maior preocupação: Será mesmo que o grupo Al Quaeda não vai fazer nada para vingar morte de seu líder ou estamos nos aproximando cada vez mais do início de uma série de ataques terroristas em caráter de represália ao assassinato de Osama Bin Laden?

E você, o que acha da morte de Bin Laden? Deixe seus comentários!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Papa João Paulo II e o sincretismo religioso

Ontem, em Roma, aconteceu a beatificação do falecido Papa João II. Para os católicos, foi um grande exemplo de fé e carisma, já que em todos os lugares por onde passou, sempre arrastou multidões atrás de si.
Mas uma de suas maiores virtudes foi a aproximação com outras doutrinas, como o budismo e o cristãos ortodoxos. Chegou a afirmar, durante uma visita ao túmulo de Gandhi, que todos eram livres para escolher a religião que quisessem.
Prova do enorme respeito que outros líderes religiosos tinha com ele é que no dia da vigília para a beatificação tinham líderes budistas reunidos em Roma.
Celebrar a união entre diferentes religiões é um dos grandes sonhos da humanidade. Quem dera...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Religiosidade na Adolescência

A fase entre os 12 e 18 anos é marcada por dúvidas e inseguranças de todos os lados. O jovem sempre quer ser aceito no seu meio, mas não sabe como. Muitas vezes acaba indo pro caminho considerado errado. Mas como dizem os pais, que quanto mais vazia está nossa cabeça, pior é. Aí entram os grupos religiosos das igrejas. Em minha cidade, houve uma época que o ponto de encontro dos jovens era uma das antigas igrejas católicas do centro histórico. Quem era “cool” estava lá. Aos sábados, todos compareciam a missa, e depois ficavam na praça. Sem álcool, sem drogas. Apenas conversando, comendo lanches, fazendo amigos. Para os pais, a preocupação com o caminho que seus filhos tinham tomado estava sanada. Eles eram parte deste grupo, por vontade, pela amizade. Muito pouco pela religião. Este costume se perdeu. Os jovens passaram da idade deste grupo de jovens e muitos não se tornaram adultos que praticam o catolicismo.
Em outras religiões, os jovens se reúnem e fazem discussões mais inspiradas em Deus. Aí creio que passe de um grupo de amigos que se reúnem em um salão paroquial, para um grupo de amigos que se reúnem para falar de religiosidade e fazer isso crescer cada dia mais dentro deles.
Não basta fazer parte de um grupo só para se encaixar. Acaba virando uma “tendência”, e religião não deve ser tratada desta maneira, incluindo inclusive modismos. Buscar a auto aceitação em um grupo de jovens religiosos é legal, e lá as pessoas são mais espiritualizadas e mais abertas para te receber.
Mas atenção pais: estes grupos de jovens não são a salvação total para seus filhos, se você acha que eles estão “perdidos na vida”.
Atenção Jovens: se forem ser parte de grupos religiosos de jovens, vão com a vontade de fazer a diferença naquele grupo, e lá deixe sua semente plantada.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Morte

A morte é algo que preocupa muitas pessoas e coloca dúvidas do tipo: Como é morrer? Para onde vamos?
Sabemos da existência do céu e do inferno, e que a pessoa que tem boas obras na terra irá para o céu e os que não têm bom intento- ou seja, não fizeram o bem- vai para o inferno e que terá o dia do juízo final – dia que os que estão no céu serão julgados primeiro e depois os que não morreram, ou seja, os que estiverem na terra. Os que forem julgados com más obras irão arder durante mil anos na terra e os com boas obras irão para o céu, onde não terão angústias, tristezas e terão paz eterna-, mesmo sabendo de tudo isso (que é bíblico), e de como será o fim dos tempos que está descrito em apocalipse, mesmo sabendo que de qualquer forma o nosso lugar nesse mundo é passageiro a morte nos amedronta.
Nas religiões a morte é tratada de forma diferente. Há religião que diz que a morte não é o final de tudo, e sim, o começo de um novo plano espiritual. Existe religião que acredita que as pessoas morrem e reencarnam em animais ou em outras pessoas, e há também as que acreditam que a morte é o final de tudo e que não há vida após a morte ou reencarnação.
E você, o que acha ?
Deixe seus comentários.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A hipocrisia das pessoas em relação à Páscoa

Não é novidade para ninguém que a Páscoa é comemorada todo ano, mas talvez as pessoas se assustem quando descobrem que o grande objetivo dela não é apostar quem gasta mais ou quem ganhou o maior chocolate.

De acordo com o que a religião Católica diz ano após ano, o motivo inicial de se comemorar a Páscoa e respeitar a Semana Santa era o de relembrar a morte, a ressurreição de Cristo e refletir sobre sua vida a partir disso.

Com o passar dos anos, a data se tornou tão banalizada por todos que querem ganhar dinheiro à custa do feriado que a única reflexão que boa parte das pessoas consegue fazer é do por que a Globo está passando “Maria – Mãe do Filho de Deus” em pleno feriado quando deveria reprisar um filme que desse mais audiência!

Aliás, o fato de ser feriado faz com que a Páscoa perca ainda mais seu significado, pois todo mundo vê nesses três “santos” dias anuais do nosso calendário (Quinta, Sexta e Sábado de Aleluia) uma ótima chance para dormir mais um pouco e fazer tudo o que não pode durante sua rotina normal, e não o verdadeiro significado da data.

Entretanto, as perguntas que eu acho que realmente deveríamos nos fazer são: Quando e porque a Páscoa se tornou uma mera ocasião para gastar o dinheiro que às vezes nem se tem? Nunca vamos conseguir fazer as pessoas perceberem que a mídia e o comércio fizeram dessa data apenas mais um feriado fútil? Algum dia as pessoas voltarão a desejar que a Semana Santa chegue para sentir a presença de Jesus Cristo e fazer um balanço da própria vida?

Se você já se fez alguma(s) dessas quatro perguntas ou deseja debater sobre o assunto, deixe seus comentários!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Reflexões...

Entramos na Semana Santa, considerada sagrada pelos católicos por se comemorar (ou relembrar) a paixão e morte de Jesus Cristo. Também por isso, milhares de turistas passam a semana em visita à Jerusalém, palco onde tudo aconteceu.
Nessas horas, diante da grandeza e da beleza do lugar em que Cristo viveu, se esquece, pelo menos por alguns instantes, das diferenças que existem entre as diversas doutrinas religiosas.
Deveria, teoricamente, ser assim sempre, mas muitas vezes questões culturais e até mesmo de fanatismo religioso acabam provocando conflitos desnecessários. Muitos inocentes pagam com a vida pela ignorância de grupos extremistas.
O que todos esperamos é que esta semana nos leve a refletir sobre os nossos valores morais e nos lembremos que Deus é pai de todos os povos, independente de credo religioso.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Até que ponto a religião dos pais influencia a educação das crianças?

Nós crescemos e fomos educados na fé que nossos pais nos passam, e assim ocorreu com eles e provavelmente acontecerá com nossos filhos.
Quando nascemos, se os pais pertencem à religião católica, os filhos são batizados, depois normalmente impõem que eles façam primeira comunhão e crisma, ou seja, somos inseridos naquele meio sem se quer ter opinião se gostamos ou não daquela comunidade.
Em religiões como as igrejas Presbiterianas e de Cristo as pessoas escolhem quando e se serão batizadas. Normalmente se batizam adolescentes e adultos. A fé não é imposta, as crianças crescem no mesmo ambiente religioso que os pais, fazem partes de escolas bíblicas e de grupos de jovens, mas não se obriga o jovem a nada.
Mas a nossa reflexão é a seguinte: até que ponto vale a pena obrigar as crianças a fazerem parte de um certo ambiente religioso? Nem sempre o que é imposto é seguido verdadeiramente. Por isso, acaba que muitas pessoas se consideram de uma certa religião, mas não praticantes.
Será que não está aí à chave para a crescente perca de fiéis da igreja católica, e a migração para outras religiões?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O casamento

Existem dois tipos de casamentos que valem a pena pensarmos, o casamento entre as religiões (quando uma religião tem algo em comum com outra, ou seja, pregam ou baseiam-se nas mesmas idéias) e o casamento homem e mulher (enquanto ser humano).
O casamento, nos traz a idéia de união, divisão de tarefas, sentimentos,modo de pensar, família e entre outros. O que nem sempre podemos definir como um ato que nos traga felicidade, pois a religião muitas vezes junta ou separa pessoas, pelo modo de pensar,agir,praticar.
O que quero dizer é que por mais que duas pessoas se amem, mesmo que seja amor de verdade, as vezes não basta. A religião tem uma grande participação, um grande peso no relacionamento (é claro que para aqueles que a seguem e que dão importância ao pensamento de seus familiares).
Como foi citado no outro post pela amiga Deborah Duarte, muitas vezes a diferença de religião cria uma discriminação entre familiares, e assim tornando uma situação de difícil convivência, pois acarretam milhares de oposições e o que realmente interessa fica por ultimo, o amor. Um exemplo muito explícito é visto na novela "O CLONE", a personagem Jade ( interpretada pela Giovanna Antonelli) e Lucas (interpretado pelo Murilo Benicio), vivem uma paixão às escondidas, proibida, isso acontece devido a imposição feita pela religião mulçumana que Jade segue a risca - para quem não assiste novelas, Jade é mulçumana - e sua religião não aceita o casamento com pessoas de outros costumes,religiões.
Você acha que a religião interfere na união? O que pesa mais em um relacionamento? Deixe seus comentários!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O amor entre pessoas de religiões diferentes pode dar certo?

Antigamente, o amor entre pessoas de religiões diferentes era um tabu enorme a ser quebrado, mas com o passar do tempo isso foi mudando. Hoje em dia é normal um relacionamento amoroso entre católicos e evangélicos, evangélicos e espíritas ou até mesmo entre um ateu e uma pessoa extremamente religiosa, mas ainda assim podem gerar conflito, pois mesmo que os casais administrem bem essas diferenças, elas nunca vão desaparecer completamente.
Um exemplo clássico de problema por causa de religiões diferentes é a oposição da família. Geralmente, as pessoas mais velhas (quase sempre o pai ou a mãe) não aceitam que seu familiar namore (ou apenas goste de) uma pessoa porque ela têm costumes diferentes dos seus, e isso acaba trazendo problemas, que podem mais tarde provocar uma atitude drástica, como por exemplo, o fim de um relacionamento.
Entretanto, apesar de esse amor trazer consequências graves, não é legal que ele seja deixado de lado, pois além de ser um ato de extrema covardia, pode causar não só a infelicidade do casal como também a de todos que compadecem do sofrimento deles.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ecumenismo Religioso

Falar sobre esse tema, mesmo em pleno século 21, é ainda um assunto delicado.
Quando a religião serve como pano de fundo para a resolução de questões do cotidiano, mesmo que necessariamente não se lide com a fé , acaba interferindo nas decisões que devem ser tomadas.
Muitas são as facetas religiosas; como também muitas (e diferentes) são as interpretações que se dão aos vários textos ligados às manifestações religiosas.
O que muita gente infelizmente ainda não percebeu é que os principios básicos de todas as religiões, como, por exemplo, a caridade, podem e devem ser praticados sempre, como forma de se combater a intolerância religiosa.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Olá

Bem vindos ao blog “ Espaço em Branco numa Mente Aberta”, onde a partir de agora, Alyne, Ana Carolina, Lúcia e eu (Deborah) nos revezaremos toda segunda e sexta para falar sobre Ecumenismo Religioso.

Antes que alguém pergunte o motivo pelo qual o título do blog não é o mesmo do link, vamos aos esclarecimentos: Acontece que já existe um link com o nome que colocaríamos no nosso, “Mente Aberta”, e como “Abertura das Mentes” passa basicamente a mesma ideia, optamos por colocar esse, e é por isso que os nomes estão diferentes.

O objetivo deste espaço é o de promover o debate sobre fatos que envolvem religião, analisando as situações de maneira que não desrespeite aqueles que discordam de nós, para que assim possamos cumprir adequadamente os critérios de avaliação estabelecidos previamente por nosso professor de Teoria da Opinião Pública, Wagner Geribello.

Esperamos que vocês gostem dos nossos posts e que eles lhes inspirem a deixar comentários e a voltarem sempre,

Equipe do blog