A fase entre os 12 e 18 anos é marcada por dúvidas e inseguranças de todos os lados. O jovem sempre quer ser aceito no seu meio, mas não sabe como. Muitas vezes acaba indo pro caminho considerado errado. Mas como dizem os pais, que quanto mais vazia está nossa cabeça, pior é. Aí entram os grupos religiosos das igrejas. Em minha cidade, houve uma época que o ponto de encontro dos jovens era uma das antigas igrejas católicas do centro histórico. Quem era “cool” estava lá. Aos sábados, todos compareciam a missa, e depois ficavam na praça. Sem álcool, sem drogas. Apenas conversando, comendo lanches, fazendo amigos. Para os pais, a preocupação com o caminho que seus filhos tinham tomado estava sanada. Eles eram parte deste grupo, por vontade, pela amizade. Muito pouco pela religião. Este costume se perdeu. Os jovens passaram da idade deste grupo de jovens e muitos não se tornaram adultos que praticam o catolicismo.
Em outras religiões, os jovens se reúnem e fazem discussões mais inspiradas em Deus. Aí creio que passe de um grupo de amigos que se reúnem em um salão paroquial, para um grupo de amigos que se reúnem para falar de religiosidade e fazer isso crescer cada dia mais dentro deles.
Não basta fazer parte de um grupo só para se encaixar. Acaba virando uma “tendência”, e religião não deve ser tratada desta maneira, incluindo inclusive modismos. Buscar a auto aceitação em um grupo de jovens religiosos é legal, e lá as pessoas são mais espiritualizadas e mais abertas para te receber.
Mas atenção pais: estes grupos de jovens não são a salvação total para seus filhos, se você acha que eles estão “perdidos na vida”.
Atenção Jovens: se forem ser parte de grupos religiosos de jovens, vão com a vontade de fazer a diferença naquele grupo, e lá deixe sua semente plantada.
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