Parece que a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) nunca vai aceitar os direitos que estão sendo proporcionados aos gays desse país, mas também, o que esperar de uma classe que afirma que usar camisinha e pílula anticoncepcional é pecado?
Primeiro implicou com a permissão para que casais do mesmo sexo adotem crianças que poderiam ficar um bom tempo trancadas em um orfanato (principalmente as maiores) se não fosse pela vontade dessas pessoas de construir uma família, uma vez boa parte dos “casais convencionais” preferem adotar bebês. E não satisfeita com essa história de afirmar que a adoção de crianças por gays é imoral, agora resolveu criticar outra vez uma decisão do Supremo Tribunal Federal.
Dessa vez, o motivo da discórdia é o reconhecimento da união entre homossexuais, pois na visão da CNBB, isso desestabiliza a identidade da família e se torna uma ameaça para ela.
Não é a primeira e nem será a última vez que haverá polêmica envolvendo gays. Nos últimos meses, o deputado Bolsonaro tem dado declarações bastante preconceituosas a respeito de gays e negros. A maior polêmica provocada pelo deputado ocorreu no programa CQC, da Rede Bandeirantes, quando respondeu a uma pergunta feita pela cantora Preta Gil de forma preconceituosa, dando a entender que o fato de um branco (no caso filho dele) namorar uma mulher negra é promiscuidade e atitude de gente sem educação.
Após esse episódio lamentável, esse senhor continuou fazendo críticas abertamente a união de gays e a adoção de crianças por esses casais, o que acabou por alcançar maiores dimensões com a última “ideia genial” do deputado: distribuir panfleto anti-gay em escolas públicas.
Diante de atitudes como essas de Bolsonaro e da CNBB, é possível pensar em algumas questões: Tudo bem que todos têm direito de expor seu ponto de vista, mas que moral tem a CNBB para criticar decisões do Superior Tribunal Federal? E quem é Bolsonaro para criticar a vida particular de Preta Gil? Ela em algum momento pediu a opinião dele sobre sua intimidade?
Dessas três questões propostas por mim, a terceira é a mais fácil de se chegar a uma resposta concreta, pois se ela tivesse que pedir opiniões ou conselhos sobre sua vida particular, com certeza não seria para um deputado racista, homofóbico e além de tudo militar reformado e simpatizante da Ditadura, uma vez que seu pai foi exilado durante essa época sombria na história do país e sua mãe foi presa, torturada e violentada mesmo sem ter envolvimento algum com o movimento comunista.
E você, o que acha da crítica da CNBB às decisões recentes do STJ e das atitudes do Deputado Jair Bolsonaro? Deixe seus comentários!
Primeiro implicou com a permissão para que casais do mesmo sexo adotem crianças que poderiam ficar um bom tempo trancadas em um orfanato (principalmente as maiores) se não fosse pela vontade dessas pessoas de construir uma família, uma vez boa parte dos “casais convencionais” preferem adotar bebês. E não satisfeita com essa história de afirmar que a adoção de crianças por gays é imoral, agora resolveu criticar outra vez uma decisão do Supremo Tribunal Federal.
Dessa vez, o motivo da discórdia é o reconhecimento da união entre homossexuais, pois na visão da CNBB, isso desestabiliza a identidade da família e se torna uma ameaça para ela.
Não é a primeira e nem será a última vez que haverá polêmica envolvendo gays. Nos últimos meses, o deputado Bolsonaro tem dado declarações bastante preconceituosas a respeito de gays e negros. A maior polêmica provocada pelo deputado ocorreu no programa CQC, da Rede Bandeirantes, quando respondeu a uma pergunta feita pela cantora Preta Gil de forma preconceituosa, dando a entender que o fato de um branco (no caso filho dele) namorar uma mulher negra é promiscuidade e atitude de gente sem educação.
Após esse episódio lamentável, esse senhor continuou fazendo críticas abertamente a união de gays e a adoção de crianças por esses casais, o que acabou por alcançar maiores dimensões com a última “ideia genial” do deputado: distribuir panfleto anti-gay em escolas públicas.
Diante de atitudes como essas de Bolsonaro e da CNBB, é possível pensar em algumas questões: Tudo bem que todos têm direito de expor seu ponto de vista, mas que moral tem a CNBB para criticar decisões do Superior Tribunal Federal? E quem é Bolsonaro para criticar a vida particular de Preta Gil? Ela em algum momento pediu a opinião dele sobre sua intimidade?
Dessas três questões propostas por mim, a terceira é a mais fácil de se chegar a uma resposta concreta, pois se ela tivesse que pedir opiniões ou conselhos sobre sua vida particular, com certeza não seria para um deputado racista, homofóbico e além de tudo militar reformado e simpatizante da Ditadura, uma vez que seu pai foi exilado durante essa época sombria na história do país e sua mãe foi presa, torturada e violentada mesmo sem ter envolvimento algum com o movimento comunista.
E você, o que acha da crítica da CNBB às decisões recentes do STJ e das atitudes do Deputado Jair Bolsonaro? Deixe seus comentários!
É realmente lamentável observar como os brasileiros ainda mantenham uma mentalidade tão mesquinha...
ResponderExcluirSobre as questões propostas: acho que a exposição do ponto de vista deles é, até certo ponto, legítima. Afinal, as pessoas têm o direito de se expressar. E como a própria Preta Gil havia feito uma pergunta ao Bolsonaro, é natural que ele respondesse expondo o seu ponto de vista, por mais ridículo e nonsense que ele fosse.
Entretanto, não se tratam de expressões de opiniões quaisquer. A CNBB possui forte impacto na opinião pública de muitas pessoas ao se colocar contra os ventos liberais do STJ.
A questão é que as pessoas não foram cegamente influenciadas pelas opiniões da CNBB e do Bolsonaro. Esse preconceito já existia nas pessoas. Acho que essas infelizes falas deles foram importantes para mostrar às pessoas como o Brasil, apesar de tudo o que se afirma e defende, ainda possui raízes históricas no preconceito e na intolerância.
Há muitas pessoas que acreditavam até o discurso do Bolsonaro, e outras que ainda acreditam, na inexistência de discriminação racial e de orientação sexual no Brasil.
Este tipo de manifestação reacionária serve como lembrete de que, infelizmente, o brasileiro ainda precisa muito de abrir sua mente...
As concepções religiosas ainda interferem no pensamento de muitas pessoas, isso é fato. A questão é sobre quanto tempo isso vai durar, visto que, apesar de o Estado ser laico, ainda observamos a existência de muitos representantes religiosos na política. Eles podem vetar ou criar leis a partir de seus interesses, infelizmente. Por isso, acredito que, para a resolução de muitos problemas, o Estado e a Igreja não deveriam existir mais. Assim, os problemas que o povo tem em comum seriam facilmente resolvidos, visto que o povo é o partido.
ResponderExcluirEu concordo com você Taís. Realmente ainda há muito preconceito no Brasil e provavelmente nunca vai deixar de ter, mas o problema é que ainda vai haver muito sofrimento enquanto existir essa discriminação que você citou.
ResponderExcluirCamila, realmente é perceptível que há muitos religiosos fervorosos que atuam na política e eu acho que isso deveria ser proibido, mas infelizmente ninguém toma uma atitude a respeito disso.
ResponderExcluirEu acredito que apesar de essa lei contra a homofobia ter sido aprovada, é bem provável que os gays vão ser privados de vários benefícios que poderiam ter pelo fato de a igreja ter uma forte influência na política.
Quanto a dissolução do Estado e da Igreja, é praticamente impossível que isso aconteça, pois além de nenhuma das partes querer perder seu poder, a existência de ambas é conveniente para todo mundo, menos para o povo.